Instituto de Neurocirurgia de Nova Iguaçu - Nova Neuro

11 de abril de 2024

O que leva uma pessoa a ter esclerose múltipla?

O que leva uma pessoa a ter esclerose múltipla

A esclerose múltipla é causada pela combinação de fatores genéticos e ambientais, que resultam no ataque do sistema imunológico à mielina no sistema nervoso central. A predisposição genética e a exposição a certos fatores ambientais, como deficiência de vitamina D e infecções virais, aumentam o risco de desenvolver a doença.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica do sistema nervoso central, que afeta o cérebro e a medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico erradamente ataca a mielina, uma substância que envolve e protege os nervos. Este ataque resulta em inflamação e dano aos nervos, causando os sintomas da EM.


Os motivos exatos que levam uma pessoa a desenvolver esclerose múltipla não são completamente entendidos, mas acredita-se que uma combinação de fatores genéticos e ambientais esteja envolvida. Geneticamente, pessoas com história familiar de EM têm um risco maior. Ambientalmente, fatores como deficiência de vitamina D, exposição a certos vírus e tabagismo têm sido associados ao aumento do risco de desenvolver a doença.


O diagnóstico da EM é complexo e baseia-se na manifestação de múltiplos episódios de sintomas neurológicos, geralmente espaçados no tempo e em diferentes localizações do sistema nervoso central. Exames de imagem, como a ressonância magnética (RM), são essenciais para visualizar as lesões ou cicatrizes na mielina, ajudando no diagnóstico.


Atualmente, não existe cura para a esclerose múltipla, mas existem tratamentos disponíveis que visam reduzir a atividade da doença e gerenciar os sintomas. O tratamento pode incluir medicamentos modificadores da doença, fisioterapia e apoio psicológico, visando melhorar a qualidade de vida do paciente e retardar a progressão da doença.

Como é feito o diagnóstico de uma pessoa com esclerose múltipla?

O  diagnóstico de esclerose múltipla (EM) é primariamente clínico e envolve a avaliação de sinais e sintomas pelo médico neurologista, não pelo neurocirurgião, uma vez que a EM não é uma doença cirúrgica. O processo inicia com uma análise detalhada do histórico médico do paciente, incluindo a ocorrência de episódios neurológicos passados, e um exame físico e neurológico para identificar anormalidades no funcionamento do sistema nervoso.


A ressonância magnética (RM) do cérebro e da medula espinhal é uma ferramenta diagnóstica crucial, pois pode mostrar áreas de desmielinização (lesões) típicas da EM. Estas lesões, quando observadas em diferentes momentos, podem indicar a progressão da doença, seguindo o critério de disseminação no tempo e no espaço, essencial para o diagnóstico definitivo de EM.


Exames complementares, como o estudo do líquido cefalorraquidiano (LCR) através de punção lombar, são realizados para detectar anormalidades como a presença de bandas oligoclonais, que são indicativos de atividade inflamatória crônica no sistema nervoso central, típica da EM. A análise do LCR ajuda a excluir outras condições que podem mimetizar a EM.


Potenciais evocados, que medem a atividade elétrica do cérebro em resposta a estímulos visuais, auditivos ou sensoriais, podem ser utilizados para identificar áreas de dano neurológico não evidentes nos exames físicos ou de imagem. Combinando esses métodos diagnósticos, o médico pode estabelecer um diagnóstico preciso de EM, permitindo um planejamento terapêutico adequado para o paciente.

Qual o tratamento para esclerose múltipla?

O tratamento da esclerose múltipla (EM) tem como objetivo controlar os sintomas, reduzir a atividade da doença e retardar sua progressão. Isso é feito principalmente por meio de medicamentos modificadores da doença (DMDs), que podem reduzir a frequência e a gravidade dos surtos e diminuir o acúmulo de lesões no sistema nervoso central. Esses medicamentos incluem agentes imunomoduladores e imunossupressores, administrados por via oral, injetável ou infusão.


Além dos DMDs, o tratamento sintomático é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Isso inclui medicamentos para gerenciar sintomas específicos como fadiga, espasticidade, dor neuropática, problemas urinários e de mobilidade. A reabilitação física, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, também desempenha um papel crucial na manutenção da funcionalidade e independência do paciente.


O acompanhamento regular com um neurologista é fundamental para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário. Os avanços na medicina têm levado ao desenvolvimento de novos DMDs com diferentes mecanismos de ação e perfis de eficácia e segurança, permitindo uma abordagem mais personalizada no tratamento da EM.


O tratamento da esclerose múltipla geralmente é necessário ao longo de toda a vida do paciente, pois a doença é crônica e ainda não tem cura. A escolha do tratamento adequado e sua continuidade são cruciais para controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente, necessitando de uma abordagem multidisciplinar e adaptativa ao longo do tempo.

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